Imigrantes brasileiros que desejam trabalhar por conta própria no Canadá encontram caminhos específicos, como o programa Self-Employed e as rotas de imigração empresarial. Cada opção possui requisitos de pontuação, experiência e investimento, além de etapas que levam à residência permanente e, futuramente, à cidadania. Entender as diferenças é essencial para escolher a via mais adequada.
Programa Self-Employed: para quem é?
O programa Self-Employed é voltado para autônomos nas áreas de cultura, artes e esportes. Para ser elegível, o candidato precisa ter no mínimo dois anos de experiência nos últimos cinco anos como autônomo nessas áreas e a intenção de continuar exercendo a mesma função no Canadá. A elegibilidade é calculada por um sistema de pontos, sendo 35 o mínimo necessário.
Critérios de pontuação
Os critérios incluem proficiência no idioma (inglês ou francês), educação e adaptabilidade. Na educação, um bacharel garante 20 pontos, enquanto um PhD pode chegar a 25. A adaptabilidade, que considera nível de inglês, experiência de estudos e trabalho do cônjuge, tem pontuação máxima de 6 pontos. Experiência anterior no Canadá também pode agregar pontos.
Quem possui dois anos de experiência como autônomo recebe 20 pontos; já cinco anos de experiência garantem os 35 pontos necessários para a aplicação. O processo é detalhado e, segundo especialistas, é imprescindível o auxílio de um consultor de imigração.
Rotas empresariais: investir e operar um negócio
Para empreendedores que desejam abrir ou comprar um negócio no Canadá, existem quatro formas de investimento: comprar ações de uma empresa ativa (pelo menos 33% ou mais) e outras opções não detalhadas pela fonte. Após criar ou adquirir a empresa, é possível solicitar uma autorização de trabalho como imigrante empresarial.
Tipos de autorização de trabalho
- LMIA (Proprietário-Operador): baseada em avaliação de impacto no mercado de trabalho.
- Transferências dentro da empresa (ICTs): para quem já possui negócio no exterior.
- Acordos de livre comércio: para cidadãos de México, Chile, Colômbia, EUA, UE, Coreia do Sul, Panamá, Peru, Vietnã, Austrália, Nova Zelândia, Japão e Singapura.
- Autorização C11: para empreendedores que geram benefícios significativos ao Canadá.
- Vistos iniciais: para negócios inovadores ou escaláveis.
Os programas provinciais (PNP) também oferecem opções viáveis, embora possam ser complicados para alguns investidores estrangeiros.
Da autorização de trabalho à cidadania
Ao chegar ao Canadá com a autorização de trabalho, o imigrante deve operar o negócio por um período específico antes de solicitar a residência permanente. A duração depende do tipo de negócio e da autorização. Somente residentes permanentes podem se tornar cidadãos após passar fisicamente três anos no Canadá.
O processo de obtenção da cidadania por meio da propriedade empresarial segue etapas: investir na compra ou abertura de um negócio, solicitar autorização de trabalho, operar o negócio e, por fim, fazer a transição para residência permanente. A fonte não detalhou prazos exatos para cada etapa.
Para quem busca orientação personalizada, há ferramentas de avaliação gratuita e consultorias com advogados especializados em imigração empresarial.



































