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Gravidez e parto no Canadá: o que o sistema cobre

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Gravidez e parto no Canadá o que o sistema cobre

No Canadá desde 26 de fevereiro de 2019, a brasileira Raíssa está grávida do segundo filho. Em um relato pessoal, ela conta como o planejamento para a licença-maternidade e o pré-natal funcionam no país. O texto é a primeira parte de suas impressões sobre a gestação e será seguido por outro relato. Portanto, o objetivo é dividir com outros imigrantes as etapas e os requisitos do sistema público de saúde e das regras trabalhistas.

Raíssa afirma que a vontade de engravidar já existia antes da mudança, mas o casal resistia porque o foco era o “Plano Canadá”. No entanto, somente após chegarem ao país, em fevereiro de 2019, decidiram dar início ao “Plano Bebê #2”.

O motivo do planejamento é a filha mais velha, de 3 anos. Ou seja, “Ao chegarmos, não teríamos cuidadores para nossa filha”, explica. Por isso, a mãe de Raíssa veio junto, com visto de turista, para ajudar no recomeço.

Em seguida, com a avó presente, o próximo passo era organizar a rotina para que a mulher pudesse trabalhar e se enquadrar nas regras de licença.

Raíssa sabia que, para conseguir a licença-maternidade, precisaria trabalhar em tempo integral. Ou seja, “Não daria para ficar em casa cuidando dela”, disse, referindo-se à filha.

De acordo com as regras, portanto, ela planejou trabalhar 22 semanas em período integral, enquanto a mãe estava no Canadá. Assim, conseguiria garantir o máximo que poderia ganhar durante a licença.

  • 22 semanas de trabalho integral para um bom salário
  • 600 horas trabalhadas após o retorno da mãe ao Brasil
  • Entrar em licença até 1 ano após o início dessas 22 semanas

Portanto, a condição tornava essencial encontrar uma creche.

Assim sendo, o casal procurou instituições que ficassem no caminho do trabalho de um dos dois, já que, como novos imigrantes, não tinham carro. No entanto, “As 3 pré-escolas que encontramos não estavam disponíveis”, conta Raíssa.

As vagas para o ano letivo que começaria em setembro já haviam sido encerradas em fevereiro. Ademais, em uma das escolas, até a lista de espera estava lotada.

Por outro lado, nunca consideramos deixar nossa filha 9 horas por dia em uma home childcare, mesmo licenciada, por ser o lar de alguém muito pessoal.

“Deixar nossa filha na casa de uma pessoa física, sem treinamento formal para lidar com crianças que não falam inglês não era uma opção que nos deixava tranquilos.”

Consequentemente, sem vaga adequada, a avó assumiria os cuidados, e o tempo para a nova gestação ficou ainda mais curto.

Em seguida, com o retorno da mãe ao Brasil marcado, o casal calculou o tempo disponível para engravidar.

“Se você considerar que nesse período de 1 ano, 9 meses eu passaria grávida, eu teria em torno de 3 meses para engravidar garantindo o aproveitamento do meu salário full-time”, explica Raíssa.

A pressão era grande, mas o teste de gravidez realizado após uma semana de atraso no ciclo deu positivo. “Conseguimos engravidar no limite – ufa!”, comemora.

Portanto, com o resultado em mãos, o próximo passo era o acompanhamento médico.

Teste de gravidez e consulta médica

O teste de farmácia

O teste foi comprado na Dollarama, uma loja de itens baratos. Além disso, Raíssa explica que todos os testes têm 99% de precisão, mas podem dar falso negativo se os níveis do hormônio HCG estiverem muito baixos.

“Se você refizer no dia seguinte, já pode dar positivo”, diz.

Dessa forma, após uma semana de atraso no ciclo, o exame indicou a gravidez.

Consulta com o médico

Na consulta médica, porém, a experiência foi frustrante. Ou seja, o médico não era dos mais simpáticos: ele repetiu o teste e confirmou a gestação, sem dar os parabéns ou demonstrar emoção.

Todavia, ele apenas instruiu Raíssa a contatar uma midwife ou obstetra, mas deu somente o site das obstetras. Em seguida, “Saímos de lá meio frustrados com a indiferença do médico”, recorda.

A recomendação da brasileira

Para ela, a visita foi inútil porque a lista de obstetras é fácil de encontrar no Google. Em resumo, a recomendação de Raíssa é clara:

“Ele não vai te dar nenhuma informação, encaminhamento, nada mesmo. Não perca seu tempo.”

Portanto, diante disso, o contato com uma midwife tornou-se o caminho natural.

Midwives integradas ao sistema

Ademais, as midwives são profissionais treinadas extensivamente e integradas ao sistema de saúde canadense.

Isto é, no relato, Raíssa explica que elas são indicadas para o acompanhamento de mulheres saudáveis durante a gravidez normal, de baixo risco, para o parto e por cerca de seis semanas após o nascimento.

Portanto, isso significa que, para muitos casos, a gestante pode ser acompanhada por essas profissionais sem a necessidade de um obstetra.

“A respeito de custos fora da cobertura, a fonte não detalhou valores”, informa a reportagem. O relato, no entanto, reforça a importância de planejamento para imigrantes brasileiros que pretendem ter filhos no país.

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