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Clínica de atendimento imediato, pronto-socorro ou telemedicina: quando usar cada um?

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Walk-in clinic, ER ou telemedicina quando usar cada um?

Clínica de atendimento imediato, pronto-socorro ou telemedicina: quando usar cada um?

Entre uma walk-in clinic, um pronto-socorro (ER) e uma consulta por telemedicina, qual é a melhor opção para quem precisa de atendimento simples sem enfrentar horas de espera? Um estudo com 1.589.014 pacientes adultos avaliou o desempenho da telemedicina em comparação ao atendimento presencial na atenção primária. Os resultados ajudam a entender quando esse tipo de consulta pode ser suficiente e quais são suas limitações.

O que a pesquisa analisou

O objetivo foi comparar consultas de tratamento e acompanhamento — em consultório, departamento de emergência ou hospitalização — entre telemedicina por vídeo ou telefone e consultas presenciais em atenção primária. O desenho foi retrospectivo, baseado em dados administrativos e de prontuário eletrônico, em um grande sistema integrado de saúde com mais de 1.300 provedores de atenção primária. O período analisado foi de abril a dezembro de 2021, incluindo a onda delta da pandemia de COVID-19.

Perfil dos participantes

  • 1.589.014 pacientes adultos;
  • 26,5% tinham mais de 65 anos;
  • 54,9% eram mulheres;
  • Composição étnica: 22,2% asiáticos, 7,4% negros, 22,3% hispânicos e 46,5% brancos;
  • 21,5% viviam em bairros de nível socioeconômico mais baixo;
  • 31,8% tinham alguma condição crônica.

Principais resultados

Uma das conclusões centrais é que as consultas de retorno presenciais foram um pouco maiores após telemedicina, em comparação com consultas presenciais de atenção primária. No entanto, o índice variou conforme a condição clínica específica, indicando que nem todos os problemas de saúde têm o mesmo desfecho nessa modalidade de atendimento.

O estudo apresenta ainda figuras que detalham as taxas ajustadas de prescrição de medicamentos e antibióticos, assim como pedidos de exames laboratoriais e de imagem. Há também uma análise sobre consultas de acompanhamento em até sete dias, envolvendo retorno ao consultório, ida ao pronto-socorro ou hospitalização.

Como interpretar os gráficos

Para interpretar os gráficos, é preciso saber que as siglas HTN, DM e GI significam, respectivamente, hipertensão, diabetes e gastrointestinal. O percentual mostrado no eixo y é a porcentagem de todas as consultas do estudo em cada grupo de diagnóstico.

Limitações e lacunas da telemedicina

O ponto de partida dos pesquisadores foi a constatação de que não está claro quão bem a telemedicina de atenção primária atende às necessidades dos pacientes além das expansões emergenciais iniciais da pandemia de COVID-19. Essa lacuna é relevante para quem considera a telemedicina como alternativa estável para cuidados simples.

Restrições do estudo

O estudo tem limitações: os dados em nível individual podem não ser disponibilizados publicamente devido a preocupações com o comitê de ética em pesquisa (IRB) e privacidade. Mesmo assim, os autores informam que leitores interessados podem contatar o autor correspondente para mais informações.

Financiamento

A pesquisa foi financiada pela Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ), sob o número R01HS25189, mas a agência não teve papel direto no desenho, condução, análise ou na decisão de publicar o manuscrito.

O que os dados indicam na prática

Os dados indicam que a telemedicina pode resolver parte dos atendimentos de atenção primária, mas a maior taxa de retornos presenciais é um ponto relevante. Isso significa que, em alguns casos, uma consulta virtual não elimina a necessidade de uma avaliação posterior. A decisão entre walk-in clinic, ER e telemedicina pode se beneficiar desse conhecimento, principalmente para sintomas que podem evoluir.

É importante destacar que o estudo não comparou a telemedicina com walk-in clinics ou pronto-socorro diretamente. O foco foi a comparação com consultas presenciais de atenção primária. Mesmo assim, os resultados oferecem uma base para entender os limites da telemedicina em cuidados simples. Para brasileiros no Canadá, a informação é útil ao avaliar opções de atendimento e evitar idas desnecessárias a serviços de emergência.

Autoria

O estudo foi conduzido por Jie Huang, Madeline Somers, Loretta Hsueh, Andrea Millman, Emilie Muelly e Anjali Gopalan. Loretta Hsueh é afiliada à Kaiser Permanente Division of Research e à University of Illinois in Chicago; Emilie Muelly é afiliada à The Permanente Medical Group; os demais são afiliados à Kaiser Permanente Division of Research.

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