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Imigrar para o Canadá com a família: guia completo

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Imigrar para o Canadá com a família: guia completo

Viajar para estudar já é uma grande transformação. Mas quando falamos em intercâmbio e imigrar em família no Canadá, o impacto é ainda maior: trata-se de um investimento que envolve aprendizado, adaptação cultural e a construção de um futuro em um dos países mais desejados para imigração. Neste conteúdo, vamos explicar quanto custa esse projeto, como funciona o visto para dependentes e, principalmente, porque a escolha do college e tipo de curso faz toda a diferença nos benefícios para cônjuge e filhos.

Políticas canadenses valorizam estudo legítimo

O Canadá não é um país que “oferece vagas para brasileiros”. Ele constrói políticas para atrair profissionais em formação que desejam se integrar de forma legítima à sociedade. Por isso, o governo valoriza quem decide estudar em um programa pós-secundário canadense e não quem tenta pular etapas. Ao ingressar em um programa full-time em um college ou universidade elegível, o estudante recebe um visto de estudo (Study Permit). A partir daí, quando esse programa é reconhecido para fins de imigração, a família pode se beneficiar.

Benefícios para cônjuge e filhos

O cônjuge pode solicitar um Open Work Permit e trabalhar legalmente. Os filhos podem estudar gratuitamente na escola pública. Ao terminar o curso, o estudante pode solicitar o PGWP (Post-Graduation Work Permit), que é a permissão para trabalhar em tempo integral no Canadá. Esse trabalho no pós-estudo é um dos passos mais fortes para residência permanente. Ou seja: o estudo é mais do que aprendizado, é uma estratégia migratória reconhecida e respeitada pelo governo.

O que define os benefícios familiares

Um programa pós-secundário canadense é qualquer curso de nível acima do ensino médio (high school) oficialmente reconhecido pelo governo do Canadá. Ou seja, são programas de educação superior ou técnica/profissionalizante, oferecidos por colleges, universidades ou instituições autorizadas. No entanto, apenas Master’s Degree (mestrado) oferece benefícios para toda família, incluindo permissão de trabalho para cônjuge do estudante. Não basta escolher uma escola “famosa”, nem basta ser uma instituição pública. O que determina os benefícios da família é o tipo de programa, e não apenas o nome da escola.

Programas que não liberam benefícios

Alguns programas não dão direito a visto de trabalho para o cônjuge e não liberam vaga gratuita em escola pública para filhos. E é aqui que muitas famílias erram sem saber. É o programa que define o futuro, não o logo da instituição. Portanto, é essencial verificar se o curso escolhido atende aos critérios de elegibilidade para os benefícios familiares.

Requisitos para o cônjuge trabalhar

Para o cônjuge obter o Open Work Permit, o estudante principal deve estar matriculado em um programa elegível em uma instituição DLI (Designated Learning Institution) que esteja listada como PGWP-eligible. O programa deve ter duração mínima de 8 meses (ou 900 horas no caso de programas técnicos em Quebec). Além disso, o status do estudante deve ter sido full-time (período integral) durante todo o curso, com exceção do último semestre, quando é permitido ser part-time por motivo acadêmico. Cumprindo esses requisitos, o cônjuge pode trabalhar legalmente no Canadá.

Filhos na escola pública gratuita

Filhos de estudantes internacionais com idades entre 4 e 18 anos (em Ontário) ou 5 e 18 anos (em Colúmbia Britânica) podem estudar no ensino público gratuito durante o período de estudo dos pais, desde que alguns requisitos sejam seguidos. Um dos pais precisa estar matriculado em um programa de ensino superior full time que conceda pelo menos um diploma, em uma instituição pública. Se a instituição for privada, o programa deve ser full time e de degree (bachelor ou master).

Algumas exceções se aplicam – para não ter erro, é sempre bom conversar com um consultor educacional.

Certificados e work permit do cônjuge

Programas de certificado não contam, a não ser que o outro cônjuge tenha um work permit válido e esteja trabalhando full time – desta forma a matrícula da criança estará atrelada ao responsável que trabalha e não ao que estuda. Depois da graduação dos pais – com o PGWP (Post Graduate Work Permit) os filhos poderão continuar estudando no ensino público gratuito. Para a matrícula, é necessária a tradução juramentada da certidão de nascimento e histórico escolar dos filhos.

Matrícula sem limite de data

Considerando que seu filho vá estudar em uma escola pública de forma gratuita, não há limite de data para a matrícula – o que significa que independente da época do ano que vocês cheguem no Canadá, a criança entrará na escola. A criança só pode começar a frequentar a escola pública a partir dos 4 anos (Ontário) ou 5 anos (Colúmbia Britânica). Há bastante aulas ao ar livre, e as crianças têm de 2 a 3 intervalos por dia.

Pronto, a família chega ao Canadá, faz a matrícula dos filhos gratuitamente na escola na região da sua casa e pronto, tudo resolvido.

Adaptação dos filhos: desafio real

Calma, o processo está só começando. Claro que, até aí, a parte mais complicada e burocrática já passou para os pais, mas para os filhos esta é só a primeira parte do processo. A maior preocupação dos pais é com relação a adaptação das crianças ou adolescentes ao novo mundo de possibilidades e desafios. São outros costumes e outra cultura, uma nova língua, novos amigos e uma maneira diferente de estabelecer relacionamentos.

Língua: medo dos pais, facilidade das crianças

O que mais incomoda os pais geralmente é a menor preocupação das crianças: a língua. Após os primeiros meses de estudo os pequenos costumam estar com o inglês mais afiado do que os adultos, devido à facilidade de introdução de uma nova língua quando a criança tem entre dois e dez anos.

Esse período pode variar de acordo com cada estudioso da área, mas todos concordam que, quando a fase da adolescência chega, com ela vem a vergonha e o medo de errar perante aos amigos, por isso que pedagogos aconselham que quanto mais cedo, mais fácil será para os pequenos.

História real: saudade e superação

Ivana Montanini veio com seu marido e filho para o Canadá há nove meses. O filho Samuel tem 6 anos e entrou no First Grade, equivalente a primeira série no Brasil, de uma escola perto de onde a família mora. Ela conta que o maior problema foi a saudade do colégio e dos amigos do Brasil. “Ele era o único brasileiro lá, então logo nos primeiros dias acalmamos ele, falando que poderia se comunicar por mímica, caso não conseguisse pedir ou falar algo”, relata a mãe.

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