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Formas de imigrar para o Canadá: prós e contras

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Formas de imigrar para o Canadá: prós e contras

Brasileiros que sonham em viver no Canadá encontram um leque de opções migratórias, mas cada rota exige planejamento e expectativas realistas. Trabalho, estudo, família, investimento e refúgio são as principais formas de imigrar para o Canadá, e cada uma apresenta prós e contras distintos. Especialistas e imigrantes experientes alertam que idealizar o país pode levar a frustrações, por isso é essencial conhecer os detalhes de cada caminho antes de decidir.

Trabalho: qualificação nem sempre é reconhecida

O Canadá seleciona imigrantes qualificados, mas a inserção no mercado de trabalho pode ser desafiadora. Muitas vezes, os futuros imigrantes costumam olhar somente o lado bom do país que escolhem para viver e certamente idealizam o “paraíso”, o que resulta em frustrações depois da chegada. Para profissões regulamentadas como medicina, odontologia, engenharia civil e advocacia, é preciso se qualificar junto à associação profissional, normalmente fazendo provas e mais provas, e gastando muito dinheiro e tempo. Do contrário a chance é de apenas atuar na área técnica.

Além disso, a falta de domínio da língua e de capital para se manter leva muitos recém-chegados a aceitar sub-empregos ou posições inferiores para ganhar a tal experiência canadense. Essa realidade, somada à alta carga tributária — quase 40% do salário fica nas mãos do governo —, pode desanimar. Por outro lado, o sistema é mais justo e os cidadãos não são tratados como palhaços, com benefícios sociais em troca dos impostos.

Para quem busca trabalho, o Express Entry é o principal programa federal, mas exige pontuação alta e comprovação financeira: hoje, uma pessoa precisa comprovar C$12.960 (cerca de R$ 48.000) e uma família de 4 pessoas C$24.083 (aproximadamente R$ 89.000).

Estudo: estratégia migratória para a família

Viajar para estudar já é uma grande transformação. Mas quando falamos em intercâmbio e imigrar em família no Canadá, o impacto é ainda maior: trata-se de um investimento que envolve aprendizado, adaptação cultural e a construção de um futuro em um dos países mais desejados para imigração. O estudo é mais do que aprendizado, é uma estratégia migratória reconhecida e respeitada pelo governo.

Ao ingressar em um programa full-time em um college ou universidade elegível, o estudante recebe um visto de estudo (Study Permit). A partir daí, quando esse programa é reconhecido para fins de imigração, a família pode se beneficiar: o cônjuge pode solicitar um Open Work Permit e trabalhar legalmente; os filhos podem estudar gratuitamente na escola pública; ao terminar o curso, o estudante pode solicitar o PGWP (Post-Graduation Work Permit) que é a permissão para trabalhar em tempo integral no Canadá; esse trabalho no pós-estudo é um dos passos mais fortes para residência permanente.

No entanto, apenas Master’s Degree (mestrado) oferece benefícios para toda família, incluindo permissão de trabalho para cônjuge do estudante.

É o programa que define o futuro, não o logo da instituição. Para ter direito aos benefícios, é preciso estudar em um programa elegível em uma instituição DLI (Designated Learning Institution que esteja listada como PGWP-eligible), com duração mínima de 8 meses (ou 900 horas no caso de programas técnicos em Quebec) e status full-time durante todo o curso — exceção: no último semestre é permitido ser part-time, se for por motivo acadêmico.

Programas que não atendem a esses critérios não dão direito a visto de trabalho para o cônjuge e não liberam vaga gratuita em escola pública para filhos. E é aqui que muitas famílias erram sem saber.

Família: reunião com entes queridos

O patrocínio familiar permite que residentes permanentes ou cidadãos canadenses tragam cônjuges, filhos, pais e avós. Embora as claims não detalhem os requisitos específicos, sabe-se que o processo exige comprovação de renda e vínculo genuíno. A fonte não detalhou prazos ou valores para essa categoria, mas é uma via estável para quem já tem raízes no país.

Investimento: capital como porta de entrada

Para quem dispõe de recursos financeiros, programas de investimento podem acelerar a residência permanente. Contudo, as claims não fornecem valores mínimos ou condições atuais. A fonte não detalhou os programas de investidor, mas historicamente exigem alto patrimônio e aplicação em negócios locais. É uma opção para poucos, porém com menos burocracia de qualificação profissional.

Refúgio: proteção humanitária

O Canadá acolhe refugiados e pessoas em situação de risco, mas o processo é rigoroso e exige comprovação de perseguição ou perigo iminente. As claims não trazem detalhes sobre essa via, mas é importante ressaltar que o governo seleciona a dedo quem ele permite entrar. A fonte não detalhou os critérios atuais para solicitação de refúgio.

Custo de vida e sistema de saúde

Essa questão do custo de vida é muito relativo, pois tudo depende de onde você vai chegar e para onde vai. Para um custo de vida mais amigável a dica é morar no Canadá em cidades menores ou nos centros regionais fora das grande metrópoles. Porém, dependendo da sua profissão e da sua ambição, esses lugares podem ter menos possibilidade de projeção de carreira. O mercado imobiliário inflacionou muito desde o ano 2000, conforme gráfico citado em fórum online.

O sistema de saúde canadense, público e gratuito, tem suas mazelas, não há como negar. E esse ranço com o serviço de saúde fica ainda mais evidente para aqueles que estão costumado com o sistema privado brasileiro. No Canadá você não vai em um especialista quando quer, mas sim depois que já visitou seu médico de família e ele te recomendou a um especialista. As vezes para conseguir exames extra como um ultrassom, por exemplo, pode ser um martírio.

Contudo, na minha opinião, o sistema é justo, e todo mundo recebe o mesmo tratamento – salvo algumas exceções (claro!).

Para estudantes, é essencial contratar um seguro saúde de estudantes com bom preço e cobertura de no mínimo 2 milhões de dólares canadenses! O processo de qualificação de médicos imigrantes continua demorado, burocrático e caro, melhorou muito nos últimos anos, mas mesmo assim… tudo continua lento. A conclusão é que você precisa se readaptar ao sistema de saúde e abrir um pouco a mente.

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